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  • Alaor Miguel

Dores de cabeça: Quando se preocupar?


Em Medicina, o que as pessoas chamam de dor de cabeça recebe o nome técnico de cefaleia. A cefaleia é uma das queixas mais comuns em consultórios, rivalizando apenas com as dores nas costas. Dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia, indicam que, ao longo de um mês, cerca de 57% dos homens e 76% das mulheres terão, ao menos, um episódio de dor de cabeça. Apesar de muito comum, as pessoas sabem muito pouco a respeito desse problema tão desagradável. Ao contrário do que se imagina, problemas de visão e no fígado não são causas comuns de cefaleia. Por mais que incomodem, na maioria das vezes são benignas, isto é, não refletem problemas graves de saúde. Dentre os tipos benignos, destacam- se as chamadas migrâneas (enxaquecas), cefaleias tensionais e cefaleias em salvas. A seguir, destacaremos as características principais de cada uma delas. Vale ressaltar que não é necessário que todas estejam presentes para que seja fechado o diagnóstico. Migrânea: Geralmente a dor se localizada apenas em lado da cabeça, é do tipo pulsátil, piora com luz forte e barulho, podendo vir acompanha da de náuseas, vômitos e tonturas. Alguns pacientes apresentam o que é conhecido como aura, que são sintomas que antecedem a dor de cabeça, tais como pontos brilhantes ou escuros na vista, fraqueza ou formigamento em alguma região do corpo. Mesmo não havendo consenso entre os diversos especialistas, as crises de enxaqueca podem ser desencadeadas por estresse, período menstrual, fome, exercícios, anticoncepcionais, perfume, chocolate, refrigerantes dentre, outras coisas. Cefaleia Tensional: É o tipo mais comum na população. Tende a ser bilateral, é do tipo aperto ou pressão, podendo irradiar para a nuca e ombros. Não apresenta aura e, geralmente, ocorre em períodos de maior estresse, cansaço, insônia, ansiedade ou depressão. Pode durar de 30 minutos a uma semana, mas há episódios que se estendem por meses. Cefaleia em Salvas: É a menos frequente, porém, a de maior intensidade. Tem início súbito, unilateral, na região de um dos olhos, com irradiação para testa, têmporas e bochechas. É acompanhada de lacrimejamento e vermelhidão do olho do lado acometido, congestão nasal e coriza. As crises duram, em média, 45 minutos e podem ocorrer até cerca de 3 vezes ao dia, principalmente durante a noite. Com exceção da cefaleia em salvas, tanto a enxaqueca como a cefaleia tensional, na maioria das vezes, não requerem atenção médica, principalmente se os episódios não são frequentes e passam com o uso de analgésicos simples. Contudo, caso as crises sejam constantes e prejudiquem as atividades do paciente, é necessário buscar ajuda de profissional qualificado, geralmente um neurologista ou um clínico geral. Existem tratamentos chamados profiláticos, que evitam a ocorrência das crises e melhoram muito a qualidade de vida de quem sofre com as dores de cabeça.

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