Todo o conteúdo do site é meramente informativo e não substitui uma consulta médica com um profissional de sua confiança.

Buscar
  • Alaor Miguel

Ansiedade: quando devemos nos preocupar com isso?


A ansiedade é uma reação natural do ser humano diante de situações potencialmente perigosas, as quais geram medo, dúvida ou expectativa. Sem ela, não assumiríamos posturas defensivas ou antecipatórias diante de riscos reais e iminentes ou não nos prepararíamos para desafios futuros.

No entanto, quando esse sentimento persiste por longos períodos e passa a interferir nas atividades diárias da pessoa, a ansiedade deixa de ser natural e passa a ser doentia, podendo se enquadrar em uma condição denominada Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).

O TAG é marcado pela presença de preocupação excessiva a maior parte dos dias. A pessoa permanece tensa, angustiada e irritada. Mantém a mente excessivamente no futuro, preocupando-se com problemas, dívidas, compromissos, questões de saúde, etc. Pode apresentar insônia, inquietação, cansaço, dificuldade para se concentrar, irritabilidade e tensão muscular. Em casos mais graves, pode vir acompanhado de sintomas “físicos” como dor no peito, cefaleia, dores no corpo, queimação, taquicardia, tremores, sudorese, formigamento, diarreia, entre outros.

Mesmo quando as pessoas com esse transtorno têm consciência de que suas preocupações e medos são exagerados, elas ainda têm dificuldade para controlar essas reações.

Desta forma, quando a ansiedade se tornar persistente e fora de controle, passando a interferir no trabalho e relacionamento, é bom marcar uma consulta médica, principalmente se estiver associada a sintomas de depressão, alcoolismo, dependência química e ideação suicida.

A especialidade mais habilitada a diagnosticar e tratar o TAG é a Psiquiatria. Contudo, devido à alta prevalência do transtorno, os demais profissionais médicos também devem fazê-lo, principalmente os médicos generalistas, os quais farão a abordagem inicial e encaminharão, se julgarem necessário.

O objetivo do tratamento é ajudar o paciente a agir normalmente na vida cotidiana, reduzindo o nível de preocupações a patamares considerados saudáveis. Uma combinação de medicamentos e terapia cognitivo-comportamental (TCC) funciona melhor que uma técnica ou outra isoladamente. Uma vez iniciado o tratamento, não o interrompa sem conversar com o seu médico, pois, do contrário, poderá ser mais difícil uma nova abordagem.


31 visualizações