Todo o conteúdo do site é meramente informativo e não substitui uma consulta médica com um profissional de sua confiança.

Buscar
  • Dr. Alaor Miguel

Síndrome das Pernas Inquietas


Esta doença é caracterizada pela condição em que a pessoa tem uma vontade incontrolável de movimentar as pernas, geralmente associada a sensações desagradáveis. Normalmente ocorre por um desequilíbrio na produção de dopamina no sistema nervoso central, podendo também estar associada à deficiência de ferro e/ou à predisposição genética.

Com a movimentação das pernas, o paciente consegue um alívio parcial ou completo, mas este incômodo tende a piorar no período da noite, ou em repouso. As causas geralmente estão relacionadas a fatores de risco, sendo: hereditariedade, gravidez, doenças crônicas, privação de sono, uso de álcool ou cafeína, tabagismo, obesidade e o uso de algumas medicações para doenças psiquiátricas.

O diagnóstico é clínico na maioria dos casos, e os exames fundamentais realizados são os de ferro e ferritina, ureia e creatinina, hemograma, TSH e cobalamina (vit B12). Mas a observação dos sintomas pelos familiares é fundamental para ajudar a identificar o início desta doença que prejudica consideravelmente a qualidade de vida das pessoas. Deve ser observado quando se nota a necessidade imperiosa de movimentar as pernas, geralmente acompanhada por sensação desconfortável, com os seguintes sintomas:

- Início ou piora durante períodos de repouso ou redução da atividade, como sentar e deitar;

- Melhora parcial ou total com a movimentação, como caminhar ou esticar as pernas;

- Quando os movimentos ocorrem predominantemente durante o período noturno (mais do que durante o dia).

Os sintomas não devem estar associados a outra condição médica ou comportamental, por exemplo, cãibras nas pernas, mialgia, estase venosa ou artralgia. Todos estes sintomas causam transtorno do sono, como prejuízo físico, mental, social, ocupacional, educacional, comportamental ou outras áreas importantes do funcionamento.

O tratamento é medicamentoso e somente um médico poderá dizer qual o remédio mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga à risca as orientações e NUNCA se automedique.


47 visualizações